segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


No descontrole da mente queimou um cigarro de maconha. Ficou louca! Gastou todo seu dinheiro com cerveja e com fumaça. Naquele momento teria coragem de se matar lentamente. Sentiu o reflexo do demônio em seu coração negro. Como era fácil notar que sua vida era sabotada. Fernanda já estava morta por dentro há muito tempo. Perdida no labirinto da vida como uma experiência inédita.
Seu lençol azul ficava mais escuro com as lágrimas, sua alma cada vez mais sombria. Sentiu naquele momento que alguém a carregava no colo. A dor fazia imaginar coisas (esse foi seu pensamento). Mal sabia que era a mão de Deus.
Sua capacidade de lidar com as situações que lhe feria a cada dia estavam mais frágeis. Almoçava no quarto pra ninguém vê que suas lágrimas que feria seu ser como solda caustica molhava sua comida. Passava a noite inteira chorando com a boca amarga de tanto engolir os soluços pra ninguém perceber a dor que sentia.

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