quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Não conter uma a outra era uma tarefa difícil, às vezes não tinham tempo nem de recompor. Varias vezes fizeram amor, mais cada vez era única, com uma proporção diferente cheia de descoberta.
O dia logo passou. Aquela noite estava fria, ficaram deitadas na barraca não só fisicamente. Jogaram confissões de quando eram crianças fora. Beberam selvagem até ficarem sorrindo atoa. Viveu a real felicidade se dando conta que não precisava de mais nada alem de plena confiança uma na outra. Sem comentar chegaram à conclusão que o amor entre duas mulheres existia sim.
Ao acordarem fizeram planos enquanto arrumavam as coisas para ir embora.
A cada momento dentro do ónibus a saudade já aproximava deixando bem claro que a despedida estava perto, mas consigo trazia também a certeza que poderiam repetir aquela façanha muitas vezes.
Não existiam palavras para descrever a despedida, mais o resumo seria: Olhos brilhando, coração disparado e um forte abraço que naquele instante fazia o papel das palavras. Depois desse final de semana a saudade sufocava cada vez mais.
As palavras ditas contia sangue, a depressão não admitida lhe matava em cima da cama. O espinho da duvida acertou sua medula, o sangue que corriam em suas veias estava contaminado pela arrogância. O ouro virou ferro!
Fernanda olhava os ponteiros do relógio e não conseguia para o tempo para não sentir mais dor. A navalha denominada desconfiança cortava seu peito, era pior do que um pesadelo. Andando no vale da morte procurando a vida. Isso não era justo! Várias vezes se julgou forte, mas qualquer um seria capaz de te fazer sofrer. A fortaleza tremeu, a lágrima desceu. Julgaram sem saber o que ela fazia. Acordaram a mágua que vivia em seu intimo e com isso ela não poderia lidar.

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