domingo, 20 de dezembro de 2009




Uma musica tocava em seu coração sem ritmo. Passou à tarde em total silencio, o único som que saiu da sua boca foi um grito, alguém pegou seu fone.
Essa noite ela não passou em claro, adormeceu como não fazia a tempo.
Ar, como podia sentir falta dele sendo que tinha pra todos? Isso não passava de um mal estar. Queria fazer de conta que tinha nascido só pra amar, e o resto e resto.
Levantou cedo e transformou seu medo em desejos. Desejou o Mar Morto. Quase todo mundo gosta do Pão de Açúcar. Ela prefere o sal.
Em sua pele minava desejo. Em suas lagrimas a essência do amor.
O dia passou rápido e logo a noite chegou com a solidão, sua companhia por alguns minutos.
Ouviu musica alta até fica com dor de cabeça. Ficou com dor de cabeça até tomar remédio, tomou remédio até sua pressão cai e pega no sono. Passaram cinco horas, mais passou tudo também.
Pensou no amor, recordou que foi conquistada. Ela leva o amor onde quer que vá, e vive por ele mais sabe que ele existe pra que ela possa viver também.
Colou as lembranças em seu coração e viu que não tinha que ser assim, ela queria mais só que o medo a sufocava.
Saiu cedo, sentou no Parque, queria fica ali a tarde toda mais a chuva tocou sua face e pediu pra ir embora. Naquela mesma tarde descobriu como era fácil deixar uma marca. Seu amigo, por exemplo, tinha deixado marca quando falou com seu filho para cuida de sua mãe, deixou marca em sua esposa, pois ela descobriu que não era a única e por fim deixou marca no chão quando pulou do 12º andar. Deixou marca em Fernanda também que inúmeras vezes tentou imagina o que passa na cabeça de quem tem coragem de deixar essas marcas tão profundas que chamamos de morte, de viagem...

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