
Fernanda sentia a dor de ficar sozinha esperando algo que não acontecia. Escutava palavras que queimava sua alma a ponto de deixá-la muda. Levava na raça sua dor e seu desprezo mais no final das contas as contradições produziam palavras escritas com o sangue do seu sofrimento.
Seu alicerce foi construído com rochas chamadas abandono e sua mente lapidou as paredes com pura angustia. Seus pés estavam na beira do abismo e o vento chamado família estava cada vez mais forte, não saberia até quanto tempo iria suporta.
Fernanda esperava o dilúvio para que tudo fosse destruído e ela pudesse construir novamente, mas apenas o sol aparecia. Precisava criar seu próprio dilúvio, mas a esperança que tinha era insignificativa. Sua outra opção era aterrar tudo, tentar esquecer-se da onde tinha vindo, deixar o ódio sair pelos seus poros limpando todo seu ser, mesmo sabendo que poderia sangrar por dentro, pois dizer adeus não é fácil quando se ama...
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